MP pede interdição do IML de Catalão e coordenador diz que tem até projeto para adequar o prédio às exigências

Catalão, 7 de abril de 2017.

Postado às 08h40

 

Ontem, 6, o Ministério Público, por meio da Promotora Ariete Cristina Rodrigues, pediu a interdição do IML de Catalão. As más condições do edifício foram fator principal para o pedido. Ela propôs ação civil pública contra o Estado, onde solicita a reestruturação do 8º Núcleo Regional de Polícia Técnico Científica de Catalão, no prédio da necropsia, situado junto ao prédio onde funcionam as delegacias – 1º e 2º DPs.

O coordenador do setor, em Catalão, Willian Viana Ferreira, diz que aguarda uma reunião hoje, em Goiânia, com a Chefe do setor e o secretário de Segurança Pública para discutir o assunto e espera solução. “Nós já temos um projeto e é barato. Com R$ 50 mil reais, adaptamos o setor de necropsia na nova sede (na Lamartine Pinto de Avelar”, disse ele, respondendo que ainda não foi notificado do pedido da promotoria. A promotora, em sua decisão, propõe multa de R$ 10 mil ao Governador do Estado, Marconi Perillo, caso o projeto não seja feito. Além da adequação do setor de necropsia, ela propõe a implantação de sistemas de esgoto e plano de gerenciamento de resíduos, assim como a regularização de seu funcionamento.

O IML de Catalão atende a 15 municípios da região e uma demanda, segundo o coordenador de 15 a 20 corpos por mês. Ele admite que o setor está em más condições para o trabalho, mas espera que da reunião de hoje em Goiânia, saia alguma solução. Ele conta ainda que já esteve várias vezes com a promotora para discutir o assunto. E que já propôs parcerias com grandes empresas. “Já conversamos com as grandes. Todas negaram, alegando a atual situação econômica em que atravessa o país”. Com a interdição, os corpos serão encaminhados para o IML de Caldas Novas.

Willian conta ainda que aguarda um grupo de vereadores na sede da Polícia Técnico Científica para discutirem o assunto. “Eles querem ver no que podem ajudar”. A promotora quer que, concluídas as mudanças, sejam feitas fiscalizações constantes pela Polícia Ambiental e Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Recursos Hídricos.

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